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 Vim destas boas traçadas linhas     

Meu primeiro desafio profissional foi a caixa de seleção do vestibular. Lembro que escolher uma profissão envolveria trilhar um caminho que me desafia-se e que eu pudesse experienciar e aprender coisas novas com frequência. Não deu outra, fui parar na área criativa! Escolhi publicidade, me apaixonei por cultura e entretenimento ao longo do caminho e em 2018 fiz as malas, saí da terra do dendê e fui para São Paulo. Quer saber como? Senta que lá vem história. 

 

No meu primeiro semestre da universidade, aos 18 anos, fui trabalhar como call center por 6 meses. Eu sei que muitas pessoas da minha área não colocam isso no currículo, mas acho de extrema importância essa experiência pois foi lá que aprendi a lidar com meu próprio dinheiro, entender horários e fluxos de trabalho e principalmente, a conversar com clientes.  

 

Sai de lá para fazer parte do time da Agência Júnior da faculdade, de lá fui estagiar como marketing de uma loja de móveis e por conta de uma ativação promocional que idealizei junto com meus amigos do TCC para captar clientes para o projeto de conclusão de curso, fui convidada por uma agência de Live Marketing para trabalhar como planejamento promocional. 

 

Por 3 anos vivi intensamente a vida de agência. Fiz muitos planejamentos, escrevi muitos projetos, virei noites, trabalhei com jobs que tinham verbas altas e outros nem tanto, ganhei prêmios, integrei times, montei equipes, mas o principal mesmo é que isso, além de ter injetado em meu sangue uma veia estratégica, trouxe o meu olhar para resoluções coerentes para cada cliente.

É criativo? Beleza. Mas, e aí, isso resolve o problema do cliente?  

Aos 25 resolvi empreender e por 5 anos, junto com minha sócia, apliquei minha bagagem de comunicação e planejamento em produtos culturais. Tive que aprender do zero muita coisa. Desde a função de um refletor de luz a leis de incentivos fiscais. As pessoas procuravam a nossa empresa, a Feijão de Corda, para tirar seus projetos do papel. E com isso foram muitos espetáculos, temporadas de projetos nacionais e internacionais, realizadas não só na Bahia, mas também em São Paulo, exposições, shows, eventos, cursos, séries para internet e TV, e oficinas voltadas para a área cultural e criativa.

Demos corda, fizemos história.  

E aos 30, optei por escrever um novo capítulo. Vim para São Paulo para integrar o time de cultura uma agência de entretenimento. Montei do zero a equipe de projetos incentivados via leis de incentivos fiscais federais, estaduais e municipais. Me especializei em economia criativa na teoria e na prática. Gerenciei, por quase 3 anos, mais de 60 projetos, dentre eles festivais de música e de artes visuais

 

Tudo isso me fez aprender a ter muito jogo de cintura, a me adaptar frente às diversidades, a ser extremamente organizada e ter um olhar sobre o todo. E a escrita, como você pode perceber, nunca deixou de fazer parte disso. 

Criei a raiz, estava na hora de voltar a ser semente.  

Em meio a tantos acontecimentos me apaixonei por suas coisas: área acadêmica e ensinar. E entendendo que meus pés estavam buscando esse caminho, comecei a direcionar a minha história para o campo da educação. Novamente uma transição, e dessa vez, ao invés de gerir projetos culturais, vim aprender a gerir projetos de impacto social. E mais, vivenciar na prática como ensinar pode ser transformador. 

 

Esta história está longe de acabar e só o tempo vai ditar os novos capítulos. Que venham novas linhas e novos nós para serem desatados.

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